sábado, 9 de outubro de 2010

Essência






Em metafísica, a essência de uma coisa é constituída pelas propriedades imutáveis da mesma, adventos do conhecimento. O oposto da essência são os acidentes da coisa, isto é, aquelas propriedades mutáveis da coisa, possíveis apenas durante a fase dedutiva

Engraçado como as coisas mais banais, e pitorescas do dia-a-dia podem nos remeter a pensamentos profundos. Viciada em música, não conseguindo sair de casa sem algum dispositivo de reprodução da mesma estou completamente habituada ao “play”, ” rewind”, “stop”…. O que poderá parecer uma divagação, tem a sua razão de ser.

Qual será aquela coisa básica, que se nos for retirada tornará o nosso ser irreconhecível a nós mesmos?
Na definição científica de essência é dito que são as características imutáveis. Partindo á priori da conclusão de que tudo á nossa volta, incluindo nós mesmos é mutável, e de que por mais que queiramos nada consegue ser permanentemente o mesmo. Quais serão as coisas imutáveis então?

Com acontecimentos traumáticos ou não, muitas das vezes encontramo-nos obrigados á mudança. Quer queiramos ou não, mudanças mínimas, ou por vezes mesmo drásticas. Mas no processo constante que é de aprendizagem viver, vai se começando com 5 malas no aeroporto e largando a bagagem… E no chegar ao destino não se saberá mais, ou ter-se-á a certeza completa de que apenas perdemos o que não era necessário certo? Ou o destino foi tão importante que a viagem não só foi um processo trampolim como de total e completa transformação. E eis que chega um novo eu.

Não sei…apenas divago sobre coisas que me são inerentes e pertinentes enquanto carrego o “rewind”, e tento a todo custo manter aquela que acho ser a minha essência.
Será ela: todas as qualidades que gosto de ouvir que tenho? Ou as coisas que não dispenso? Como uma infantilidade madura que perdura, inocência sonolência que não se deixa abater nem pela mais traumatizante das aventuras? O facto de sorrir sempre, independentemente de pra quem seja, ou como o meu estado de espírito esteja… e aquela humildade ensinada e predominante em mi…
Não sei =)

sábado, 17 de julho de 2010

Diferente





Na contemporaneidade dos nossos tempos, afinal ser contemporâneo é pensar sobre o hoje tendo os conhecimentos do ontem e a visão para alcançar o amanhã. Porque será que ainda ligamos tanto e conectamos sem conhecer raças? Nos centramos no dinheiro?


Ela olhou para os olhos negros daquela criança, e esta meigamente mirou-a como se pedindo algo de si. Temeu e repudiou a mesma, era apenas uma pequena menina de 3 anos que insistira em invadir a sua casa. Como negar um simples sorriso? Ou o abrir duma porta, um abraço e compreensão. Sei que é nova, e ainda não tem bem consciência do que faz mas temo pelo que a espera.
Revê-se. A sua inquietude, hiperactividade e curiosidade.

Num flashback é levada subitamente ao primeiro dia de escola. Era nova, todas estas caras brancas e pálidas e maneira como eles falavam. Daí limitar-se a ficar calada e assimilar. Tinha 5, naquelas brincadeiras típicas de criança as escolhas do recreio nunca recairiam sobre a criança diferente.
Diferença nunca foi algo aceitável, sempre algo que se lutou por aceitar.

Agora tem 19, terminou o ensino secundário, primeiro ano da faculdade e procura trabalho pela primeira vez tentando demonstrar aos seus pais a sua independência não só mental como financeira. Procura incansavelmente um modelo naqueles que são os seus gostos. Na música, nas revistas, na televisão. Os que mais se destacam apesar de serem similares a si não são ela. Quando procura trabalho não é chamada, e se tal acontece? A pessoa que fica com o cargo é diferente. Recusa-se a culpar o mundo pelas suas falhas e impõe em si uma coragem e determinação.

Hoje, aos 21 continuava a mirar a tal criancinha temendo que esta ainda, no século XXI viesse a ser excluída, maltratada, apontada e principalmente descriminada. Não era sua família, nem amiga ou coisa parecida, mas dividiam o mesmo tom de pele. O tal que se encontrava carregado de percepções e ideias pré-concebidas de quem por ignorância pura, maledicência ou medo transmitia não só em acções mas como em palavras, a ideia de que esta e outras tantas meninas iguais a ela nunca serão suficientemente boas. Nunca serão tão bonitas quanto outra qualquer. Nem merecedoras de certos tipos de relacionamentos, ou posicionamento.

A palavra diferente no seu dicionário tinha duplo significado. Força e frustração. Amor e ódio. Beleza e Feiura. Segurança e Medo.
Depende da mesma em que prisma quereria ficar, traçando a linha ou mudando-a para uma circunferência determinaria o que se lhe avizinha.
Esta pequena menina ainda não passou por metade, talvez não passará e conhecerá, nem dividirão a mesma história. Porque tu hoje poderás fazer com que pra ela o amanhã seja diferente, tal como avós, fizeram com a tua mãe e assim sucessivamente.

P.S- Ainda não mergulhei fundo na diferença nem penetrei até aos confins da minha dor sobre tal assunto, talvez por vergonha, falta de preparação ou simples preguiça mas irá chegar o dia em que o ponto da diferença será apenas um adjectivo positivo e sem duplo significado

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pero caminha...




Pedaços duma divisão, com luz amena, toalhas no chão e vestígios que denunciam os actos mais sórdidos e viciantes.
Luxúria esta que tende em não me largar, apesar de tentar, não consigo evitar a vontade, a fome, a gana que tenho de te agarrar. É quente o ardor daquele que busca algo proibido.
Por quem te tomas? Não será para o bem comum que finalmente deitemos todas as regras, os formulários e caminhos apontados por quem pensamos serem exemplos de moralidade? Dando um gostinho da sobremesa sem porém me deixar sequer devorar o prato principal?
E enquanto formulas mil cálculos, razões, maneiras de me dizer não, eu penso em como irei avançar mais um pouco. As tuas barreiras quase impenetráveis sucumbem com a minha mão atrevida, como podem magras mãos ficar tão grandes assim, sempre que pensam que podem entrar dentro de ti. Esta, completamente desligada do meu cérebro apenas faz o que quer. Não pensa, não se auto-censura nem debate. Ela quer ir mais longe, talvez mais abaixo e continuar ate aonde seja possível. Os dedos serão os primeiros a sentir a subtileza do toque molhado, pois apesar da tua boca o negar, o teu corpo não arranja meios de conseguir disfarçar.
Outro stop. Balbucionas mil coisas e neste momento deverei por a cara de importado e de alguém que realmente se interessa. Infelizmente para ti, e maravilhosamente para mi todas as palavras em nada se compraram á ideia de te poder penetrar por trás com o teu rabo em meia-lua, com um rasgar de roupa e sexo á bruta.
Como podem magras mãos ficar tão grandes assim?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Live your life

Todos nós temos um bocado de voyeurismo dentro de nós. Aquela pequena obsessão, interesse ou pura curiosidade de comentar analisar e especular sobre os outros. Nada mais normal uma vez que vivemos numa comunidade, e rodeados de outras pessoas. Muitos de certezas que queriam ser como Robinson Crusoe, porém para alegria de uns, tristeza de outros a realidade não é assim.

Analisamo-nos, criticamos e especulamos sobre a vida alheia, talvez no refúgio da energia investida nos outros a nossa se torne mais calma, menos complicada. Chegando até a consolar-nos quando os nossos problemas são na verdade ainda maiores. O facto de pensarmos que há sempre alguém pior do que nós ajuda de maneira corrosiva quando nos encontrarmos bem. E o facto de pensarmos que há sempre alguém melhor, mais novo, mais bonito, mais talentoso, mais engenhoso também ajuda para o desenvolvimento não só das nossas capacidades, do nosso trabalho, corpo, mente como também á ideia do alter-ego.

Não será este apenas aquilo que alvejamos a vir a ser? O ponto máximo, o topo a meta? Se para chegar lá teremos que ultrapassar uns quantos, imitar outros ainda e superar milhões, a pergunta que teima em não calar é …valerá a pena?

Viver a nossa vida é óptimo, mas viver a vida dos outros por vezes parece ser tão melhor… Frase esta que chega com um certo tom de ironia e amarga teimosia...

sábado, 1 de maio de 2010

Quase...




quase
adv.
1. Não longe de, não distante de, muito perto de, muito próximo a.
2. Pouco menos de.
3. Com pouca diferença.
4. Por um triz que não.
quase quase: isso mesmo, tal e qual, como diz; já sem demora.
quase que: muito próximo a.

Existe um fascínio em mi permanente por assuntos inacabados, como um caminho que outrora começou a ser percorrido e hoje foi deixado a meio sem qualquer tipo de explicação. Terá sido curiosidade, um misto de exitamento que uma vez concretizado não valeu a pena para ser continuado e então terminado?
Como pode alguém ter saudades daquilo que nunca teve? E recordar sem ter reais memórias?
Não é este um post subjectivo, vem derivado de uma falta incessante de inspiração vendo a palavra quase estampada em todo o lado.
Eu que desta vez quase que consegui  chegar á perfeição, mas acabei enrolada na banalização. Tu quase que atravessaste o maior obstáculo, cortaste a meta mas te negaste a receber qualquer tipo de prémio. Aquele que não tem trabalho e reclama de quase ter conseguido aquela entrevista. Aquela que incessantemente procurou o prazer carnal e quase que esteve perto de se vir. Aquele que apesar de amar quase esteve perto de trair. Eles que quase se tornaram ricos em mais um molhe de negócios duvidosos e obscuros, porém terminaram sem nenhum. E nós que quase que escrevemos mais um textozito cheio de balelas mas que os nos disseram que era bonito.
Existe um elevado nível de conotação na palavra quase, quando mencionada pelo ser humano, seja em que situação este se encontra leva-nos directamente ao patamar da melancolia, e a seguir do quase vem o “e se”  e depois do “se” o “devia” teima em não querer perder a festa deste ciclo vicioso de pura e deslavada vontade de não deixar passar em branco. Não querer esquecer e de certa forma, se tentar encontrar uma desculpa para o que na verdade não aconteceu. 

Porém também se alia com todas as forças ao quase a palavra “esperança”. Porque se desta vez “quase” que consegui algo, para a próxima se voltar a tentar, esforçar, incentivar e não desanimar eu “se calhar” ,“quase”, por um triz que irei chegar lá....?

domingo, 18 de abril de 2010

Grande...Pequeno


O ser humano é por quase norma um elemento mediano que vai construindo o seu caminho através de escolhas.  
Estas escolhas começam desde tenra idade e com o passar do tempo tornam-se mais complexas envolvendo não só outras pessoas, como ideais que com o passar do tempo fomos desenvolvendo. Ideais, moral ou qualquer guia intelectual ou espiritual.
O que te torna grande? O que tornará o teu ser tão excepcional, fora do comum? O que tens que se te for tirado ninguém conseguirá igualar ou sequer competir?
Passamos os nossos dias a diminuirmos, seja quando baixamos a cabeça no trabalho, a uma situação que não consideramos completamente justa, pois eventualmente poderá nos causar graves problemas. Quando nos entregamos por algo abaixo do nosso valor, quando deixamos de amar por pura comodidade ou medo de voltar a ser maguados.
No final, no meio, ou mesmo no princípio disto tudo o que tornará uma pessoa invulgar? O que faz o coração bater mais rápido e esquecer tudo á volta sem precisar de ajuda de outros ou qualquer tipo de parceria, o que nos incentiva desafia e determina?
Ser grande é ter uma paixão uma vocação. Sei que agora podem parecer apenas palavras bonitas, que com a dureza da vida, a brutalidade dos acontecimentos e a falta de oportunidades pareceram quimeras…
Mas ainda haveram aqueles que continuam a tentar apesar de todas as atrocidades serem grandes. E surpreenderem não só pela embalagem que os embala mas pelo conteúdo inesperado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Happy?





É fácil quando nos encontramos sobre qualquer tipo de sofrimento cairmos no erro de olhar para tudo á nossa volta com desdém, insegurança ou mesmo sem qualquer tipo de esperança. Sentir que o que nos condiciona é maior do que o que outrora nos emocionara e incentivara a ser mais … mais do que todos os “não vais conseguir”, “não é possível”, “não é para ti” mais.
Chorar é bom ajuda-nos a limpar e curar por dentro, mas mergulhar no choro ajuda-nos a esquecer do quão bom somos… Tenta da próxima vez que caíres em desgosto, em sofrimento, em perda de algo ou alguém canalizar a rebeldia, filtrar a emoção e direcciona-la para algo maior e ainda melhor, Tu.
Porque ser feliz não é um estado permanente é uma procura incessante.
Nós, as pessoas que guardam tudo cá dentro somos consideradas frias e às vezes insensíveis, mas nem sempre o sofrimento deve ser encarado como algo mau, trágico e principalmente público. Podes sofrer mas não significa que todo o mundo tenha que sofrer contigo. Privacidade e espaço nunca fará mal a ninguém.
Havia um desenho animado japonês de lutadores ninja que outrora passava na televisão, uma das personagens sorria sempre. Sobre chuva, trovoada, o que viesse sorria sempre. Um dia após um combate que esta havia perdido ensanguentada, fraca basicamente ás portas da morte no chão continuava a sorrir. E o seu parceiro chorando perguntou-lhe porque ria? Se estava em agonia e prestes a morrer porque sorria? E ele respondeu: “as circunstâncias que chegam na minha vida eu não posso travar, prever ou mudar. O sofrimento que os outros decidirem inferir sobre mi raramente posso impedir. Mas há algo que ainda posso controlar, é dar a permissão.” E o parceiro confuso não entendeu pois este tolo morria e não foi preciso dar permissão nenhuma ao seu inimigo para lhe esfaquear e morrer, mas podia ter lutado.
Tinha 10…11 anos quando assisti a este episódio e na altura também não entendi. Mas hoje penso que não podemos impedir o sofrimento de chegar á nossa vida, podemos tentar nos precaver, vivendo a vida de maneira segura sem correr qualquer tipo de riscos, mesmo assim se tiver que chegar virá. Porém podemos sim negar aos outros a permissão de além de nos fazerem sofrer, terem o gosto de nos verem sofrer…
Xoxo Nicole

quarta-feira, 31 de março de 2010

Good girls go 2 Heaven Bad girls Go anywhere!


O último texto vem no segmento do "põem-te no meu lugar", fala sobre Bad Girls, acho frustrante o facto de hoje em dia sem querer querendo incentivarmos as mulheres, as raparigas e até as meninas ainda crianças a ter um certo tipo de comportamentos e acções que em última instancia acabarão não só por prejudicar as mesmas; mas por diminui-las como indivíduos. 

 


Escrevo uma carta no silêncio da melancolia e invadida pela teimosia. Não instruída pelo orgulho mas mergulhada num pesar profundo. As tuas acções pesam-me mais do que qualquer penitência enviada por actos realizados por mim mesma.
Insisto em querer resgatar-te do buraco que escolhes cair e usufruir. Não te dás contas que sozinha consegues representar uma espécie inteira e borras a nossa imagem com as tuas escolhas.
És uma lutadora sem causa, talvez por procura de atenção, talvez por falta de alguém que realmente te dê a mão. E diminuíste como mulher não só nos olhos dos outros que nem chegas a conhecer mas naqueles que mais gostam de ti.
Porque bebes insensatamente? Fumas derradeiramente e dormes com este e o outro? O que se passou? Porque se passou? Mas a culpa não é só tua, e nesta bola de neve que criaste nós, a sociedade ajudamos-te a manda-la pela montanha a baixo. E no final de tudo ainda sobras tu, debaixo de toda a maquilhagem, de toda a artilhagem, dos sentimentos corrompidos ainda sobras tu. Aquela que outrora era a minha inspiração.  
E nós os telespectadores da tua desgraça limitamo-nos a comprar mais lugares e pipocas e assistir o espectáculo e criticar-te. Nós os incentivadores do teu comportamento alimentamos a tua mente com imagens do que deves ou não fazer, com musicas para iludir o teu espírito lutador, que luta não só por ser assim que nasceu ,mas apenas porque perdeu o caminho do seu verdadeiro apogeu.
Dissemos-te que não deixes que ninguém te desrespeite, mas não com as mãos, dissemos-te que deverás ser sexy, mas não mostrando e dando o teu corpo. E dissemos-te que deves ter objectivos, mas não são para serem assim vividos.
Ainda assim, não consigo deitar a minha cabeça na almofada e adormecer, sabendo que hoje será mais uma noite em que sairás desprotegida, e viverás a tua vida fazendo as coisas que só te deixam no final de conta ainda mais sozinha. Apanharás o barco com um salto alto, toda pimpada enfrentarás assobios, palavrões e olhares diminuidores e nem assim ganharás o euro -milhões. De dia espero ainda saber que estás bem, mas durante a noite sei que se dado facto não acontecer a culpa conseguirá recair não só sobre ti.
O que afinal correu mal? Será fatal, teremos nós engrenado num caminho sem volta? Menina moça que tinha tantos sonhos, e tantos objectivos, o que correu mal?

 E sei que por alguns instantes, todas nós já tivemos um pedaço de ti cá dentro. Daí não valer apontar e recriminar, mas apenas tentar te ajudar. Será que o politicamente correcto e o aceitavel hoje em dia corresponde aos valores outrora ensinados? Outrora incentivados?
Isto é mesmo uma melhoria da emancipação ou não passa duma grande e tremenda desilusão?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poem-te no meu lugar: Homem

Os próximos dois posts entraram no tema pedido por alguns leitores anónimos do blog que n comentam! lool A ideia é "poem-te no meu lugar" e começará com Homem...uma tentativa de escrever sobre outro ponto de vista.

"Sem título"

Conversa de café com dor no pé
Chego sorrateiramente pois o meu calçado é práctico. O que me permite um avanço na velocidade e na acessibilidade. Sou desconfiado e o meu olhar enquanto me encontro sozinho parece sempre analisar o que está á minha volta, como um lince verificando o perímetro que me cerca.

Não tenho uma expressão afável, e muito menos concorro ao concurso de Mr. simpatia. Desconfio principalmente deles dos da minha espécie. Não sei de onde saem nem o que querem; e o meu pai sempre me avisou para vigiar as minhas costas, manter a minha guarda levantada.

Tenho uma busca corrente, inerente. Enquanto não defenir quem sou, o que faço e o quanto vou ganhar por isso. O meu sujeito será sempre uma veleidade do que aspiro ainda vir a ser.

Venho em todos os formatos, tamanhos e formas, mas mesmo assim não consigo controlar o órgão do meu corpo que mais me arranja confusão. Não por ele ser como um leão indomável mas porque tem autonomia própria.

Elas...prefiro me focar nelas. Sou calado e graduado na arte da observação. Exitem tantos detalhes nelas que nem mesmo elas se apercebem; como a maneira que perdem a direcção quando confrontadas com o meu olhar. A forma como as suas pernas gingam em cima do salto e o porque de eu não consigo etender as mudanças no seu cabelo. Deve ser mais um daqueles factores complexos e esquesitos.
As coisas mínimas que nem elas se apercebem que fazem. Mas elas dão trabalho: são incostantes, reclamam toda a hora, mudam de desejo toda a hora e teimam em demonstrar as suas emoções. Mesmo quando eu não lhes peço.

Mas isto não é sobre elas, é sobre mi. Continuo a andar no encalce de algo. Tenho ombros largos e o peito estufado talvez me dára um ar mais forte. Forte, isso forte! Desde criança que me ensinaram a não chorar quando maguado e ser forte! Não só por mi mas pelas pessoas que me rodeiam.

Espera, mudança de planos lá vamos nós outra vez. Esta quer com mais força, outras delicadeza. Chatas! Está escuro aqui e mais uma vez tenho que dominar e felizmente já não existem roupas.
Mistura de sensações: começa... 
O antes: exitação total,clima,angustia,ansiedade,preliminares,ansiedade,nervos,adrennalina, desejo, bem vamos para a cama?
Durante: "um gajo fica longe com a cabeça noutro sítio", prazer, quero que corra tudo bem, há coisas fantásticas, que tesão, intensidade, possuído estou completamente possuído, é come-la de todas as maneiras, euforia, energia, prazer, espera tens preservativos?
O depois: despaxo muito rápido,alívio, prazer, satisfação, que pena, cansaço,ufa, não me vem nada á cabeça, relaxamento, satisfação, contentamento, quero mais, tens um corpo escultural?

Agradecimentos aos homens interrogados para a parte final do texto ;) que continuem a ter viagens interessantes. xoxo luv ya

terça-feira, 23 de março de 2010

Quero...ai eu quero =)


Quero

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando
com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento,
 fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não
 for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem
ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza
de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou
por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais
dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesma.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir
dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe
minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO
 que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe,
 que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o
melhor de mim... e que valeu a pena.
Será que vai ser possivel? Ou acabarei por descobrir que não passa tudo de uma ilusão?
Acabando por deixar um sabor agridoce...

sábado, 20 de março de 2010

Gerador...


Precisas de construir o teu próprio gerador, de modo a que quando as luzes se forem a baixo ainda tenhas energia…

Os seres humanos são como ímanes estão sempre á procura do ponto de atracção, assim que o encontram teimam em não o largar
E mesmo quando não o encontram criam uma
Ora se em vez de nos tentarmos alimentar das energias não só de tudo o que existe á nossa volta e das pessoas que nos são mais proximas...
Ora se em vez de sugarmos e depois desesperarmos por a fonte hoje ter secado
Não criarmos a nossa própria energia?

Nasci num pais, onde a luz, é vista como um "bem precioso", que nem toda a gente tem o prazer de desfrutar desse mesmo bem durante 24h diárias seguidas, porque, está sempre a faltar, devido a pouca dinamização dos sistemas infra-estruturais do pais! Poucos são aqueles que têm um "gerador de luz" em casa, esses, ainda conseguem dar a volta a triste situação, que para muitos torna-se uma grande frustração ao ponto de leva-los a loucura de cometer actos criminosos para tentar dar a volta a mesma situação, sabotando, roubando entre outras situações tristes!

Este exemplo puro claro e nítido adequa-se perfeitamente á vida das pessoas e quando essa luz falta? Será que temos meios suficientes mentais e psicológicos para aguentar a ruptura?
Claro que não estou a falar da luz bem material a que ligamos todos os nossos electrodomésticos. Voilá uma metáfora!

Falo da luz que cada um de nós carrega individualmente que nos torna de certa forma em quem nós somos, a nossa razão de viver, o nosso brilho...
Volto então a fazer a pergunta e quando a nossa luz interior falha? Será que temos meios suficientes sejam eles mentais, psicologicos, materiais para aguentar essa ruptura?

Ou será que ficaremos aprisionados em algum canto da casa porque nem velas havíamos comprado, visto não contar com tal situação?
Pois há duas hipóteses: agora para aqueles que ainda têm luz começar a pensar num plano de recurso, não porque tenhas dúvidas sobre o futuro mas porque nada nos é garantido mesmo quando tudo nos é permitido.


E para aquela pessoa que já se encontra no escuro, deverá levantar e procurar a tal vela porque construir um gerador nesta fase é algo que requer de tempo, dedicação e principalmente determinação. Primeiro passo pegar arranjar desencantar alguma forma de maquinar algo que nos consiga guiar, pode ser uma vela, a luz do telemóvel, sei lá e só quando saíres da escuridão conseguirás ver que de dia brilha a luz natural.
Aproveita-a para poder prepara-te para a tua escuridão que só poderá ser afastada pela luz artificial.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Priimaveraaaaa quem me dera...=)




Há algo que me persegue desde que saí de casa
Vem toca-me de mansinho primeiro pelo braço e depois tenta dominar todo o meu corpo
Tento me esconder debaixo de um prédio mas ele consegue trespassar por todos os objectos
E insiste em não me largar…E a maneira como me toca provoca calor, tanto calor que chega a causar um certo ardor...
E as peças do meu vestuario vão caindo...
Gosto da sua companhia não posso negar
Ele consegue transformar o meu humor e até a minha forma de andar, de vestir e quiçá de pensar.
Há tantos que te esperam e desesperam já suportaram tudo vento, chuva, trovoada e o frio mais gelado e mesmo assim te esperam com a pura certeza dos mais fieis que chegarás... SOL
Sim o sol e seja bem vindo todos os dias a todas as horas, depois da chuva vem sempre o sol e que bom é conseguir o sentir desfrutar e gozar da sua companhia da próxima vez que chegar mesmo que estejas sozinho(a) sorri…pois amanha pode não estar mais aqui(como enfim tudo nesta nossa vida)
Perfeição...

Quem sou eu
Eu sou quem sou,
sou como sou
sou um ser humano
como muitos são
com uma personalidade diferente e quase sempre
com razão.
Percorro caminhos longinquos
aqueles que o destino
me reserva, adorava que
fosse tudo mais fácil para
não ter grande perda.
Confesso-me também
forte por fora na minha
aparência, fraca por dentro,
mas com pacência.
Adorava poder escolher
os caminhos por onde ir,
a vida que poderei levar certa,
perfeita e sem razões para me matar.
porém sei que se fosse assim acabaria por me gastar
eu não ia gostar e de nada serviria continuar...

Uma teimosia imensa me define e cada vez mais a ousadia é quem decide
aos poucos desço do salto e começo a tocar a terra com os meus próprios pés
descobrindo novas sensações, novas emoções e perspectivas...
Eu sou quem sou
Sou como sou um ser humano
Como muitos são
;)


quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma mensagem de esperança com misto de desperdício...


 



Desta vez não haveram notas...não haveram pistas ou sequer direcões a seguir, não mostrar o caminho pode bem ser uma das melhores maneiras de o encontrarmos mais rápidamente. Pois por vezes quando ouvimos demasiadas direcções, elas veem de todos os lados, daqueles que julgamos conhecer, e daqueles que nos julgam conhecer. A nossa bússula interna que é a mais importante deixa de ser ouvida, por nós mesmos. Então desta vez...será apenas mais alguns poemas, e deixo em ti a decisao de processa-lo ou não, e de então o digerir da melhor forma.  Uma homenagem ou tentativa do poema a Maya Angelou "caged bird".



Pássaro Encarcerado

Agora sei o que um passaro encarcerado sente
Sempre olhei para a gaiola com grande curiosidade
em pequenina tentei descobrir como é que os ovos apareciam magicamente dentro delas
depois em maior deixei de achar qualquer interesse em ver animais presos
porque finalmente descobri que nunca se deve privar ninguém da sua liberdade
ora não fosse esta o bem mais precioso que qualquer ser humano tem

O pássaro que nasce em cativeiro, os piriquitos que me despertavam outrora tanta curiosidade
nunca conheceu outra realidade senão aquela de estar aprisionado, portanto acha normal o seu estado
e não o revendica, não luta, não grita, nem apanha por achar que este esta errado

O pássaro que voava livremente em pequeno mas que foi apanhado subitamente numa rede de aprisionamento
e trancafiado discorda daquele que nasceu em cativeiro
este não é nem nunca sera o estado de vida normal para ele
sente saudade
saudade?
aquela falta que algo nos faz. algo que ja tivemos ou alguém que agora não temos mais, nem que seja temporariamente
saudade
sente vontade de ir aonde quiser sem ter que dar satisfações a ninguém
mas estas correntes pesadas nos seus pés trazem-no de volta á realidade mais rapidamente que qualquer choque
ou chapada poderiam alguma vez trazer.

A violencia tem um efeito primitivo destrutivo para qualquer ser que seja submetida á mesma
o efeito pode ser duradouro ou passar mais rapido do que uma rajada de vento
mas as feridas deixadas pela mesma...o rancor, o ódio acumulado podem ser eternos

O pássaro nunca mais olhara para o homem que o capturou da mesma maneira
privou-o daquilo que lhe era mais importante
fez o mesmo perder a direcção e o sentido de si mesmo

Por mais desculpas que se possam pedir ou prendas que se possam incubir...
por mais que a sua gaiola seja enfeitada, nem que seja de ouro e diamantes não deixara nunca de ser aquilo que sempre foi
uma gaiola

Agora sei o que um passaro encarcerado sente
a gaiola? essa deixou de ter qualquer tipo de entusiasmo para a minha pessoa
todos vivemos aprisionados em algo
o que nos diferencia realmente é a capacidade que temos de nos libertar do mesmo, ou por miseros segundos encontrar algum tipo
de escape





segunda-feira, 8 de março de 2010

Até os anjos tiveram que aprender a voar...


Tá carimbado, assinado e confirmado que o clima tem um efeito sobre o estado de espirito das pessoas, apesar de claro algumas serem grandes excepções a isto. Porém com a quantidade de chuva que tem caído nos ultimos dias fica dificil uma pessoa não se deixar afectar pela mesma. No meu caso é assim começo a ficar ainda mais preguiçosa, ainda mais lenta, ainda mais sonolenta... Daí a demora em publicar algo, facto que também se deve á falta de inspiração claro.
Só que hoje é dia da mulher dia 8 de Março, e eu como mulher não poderia deixar esta data passar em branco. Farei uma espécie de texto adptado sobre os meus sentimentos no que toca a este dia, uma vez que acho que falar de assuntos, como este de ser mulher, um tanto ou quanto clichés.


Passaram uma, passaram duas, de diferentes tamanhos, feitios, cor, crenças e visões. Passam todos os dias não apenas hoje, algumas com a cara mais amarrada, outras com a cara mais asanhada. E neste dia gostaria de lhes enviar os meus pensamentos. A mulher é um bixo é msmo isso, um bixo complexo engraçado e completamente imprivisivel por exemplo. Nunca dizemos o que realmente queremos dizer...Eis aqui alguns exemplos...

Dicionário Feminino
Sim = Não
Não = Sim
Talvez = Não
Não Sei Se Será Assim = Vai Ser Como Eu Quero
Nós Queremos = Eu Quero
Faz Como Quiseres = Vais Pagar Muito Caro Por Isto
Precisamos De Conversar = Agora Vais Ouvir
Vai Em Frente = Não Quero Que Vás
Não Estou Chateada = Lógico Que Estou Chateada
Sê Romântico, Apaga As Luzes = Sinto-me Gorda
Esta Cozinha Não Dá Muito Jeito = Quero Uma Casa Nova
Até Que Ponto Me Amas? = Fiz Algo Que Não Vais Gostar De Saber
Estou Pronta Num Minuto = Tira Os Sapatos, Escolhe Um Canal De TV E Relaxa
Estou Gorda? = Diz Que Estou Bonita
Precisas De Aprender A Comunicar = Concorda Sempre Comigo
Não Estou A Gritar = Vou Partir Esta Merda Toda

E após esta tradução da nossa linguagem aqui vao os meus desejos. Para todas as mulheres, aquelas que conheço e adoro, as que não conheço e venero, as que me envervam e desconcentram. Aquelas que nem sequer sei que existem... Por favor não se esqueçam de serem felizes!Pois...

Morre lentamente Quem não viaja, Quem não lê, Quem não

ouve música, Quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente Quem destrói o seu amor próprio, Quem não

se deixa ajudar.

Morre lentamente Quem se transforma em escravo do hábito

repetindo todos os dias os mesmos trajetos, Quem não muda

de marca, Quem não arrisca a vestir uma nova cor ou não

conversa com quem não conhece.

Morre lentamente Quem evita uma paixão e seu redemoinho de

emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e

os corações aos tropeços.

Morre lentamente Quem não vira a mesa quando está infeliz

com o seu trabalho, ou amor, Quem não arrisca o certo pelo

incerto para ir atrás de um sonho, Quem não se permite,

pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos

sensatos...

Vive hoje ! Arrisca hoje ! Faz acontecer hoje !

Não te deixes morrer lentamente !

NÃO TE ESQUEÇAS DE SER FELIZ...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Laço...

Tenho que confessar que desenvolvi uma especie de obecessao pelo meu objecto preferido "os laços" adoro a sua forma. E vejo mais significado neles do que se encontra á primeira vista. pra mi um laço é algo interligado que representa da maneira mais delicada a força e toda a desenvoltura que queiramos transmitir.
Adapta-se ao estilo de qualquer pessoa consoante a maneira como esta utiliza. São intemporais
Confortam-me não sei simplesmente adoroooooooooooo-os. Talvez por isso ás vezes me chamem de mimada...mas n interessa continuo a adora-los na mesma. Para variar um pouco a rotina do blog decidi postar algumas fotos que considero interessantes...sobre claro laços loool



E como não podia deixar de ser termino com um dos meus poemas... uma espécie de critica...ou melhor desafio a quem ler ;) xoxo

Humano



Estava a ver publicidade, medrioquidade e malidicencia
Relembrei-me da infelicidade e da dificuldade que cá se tem
de ser "voce mesmo"
Será que alguém sabe ainda o que é ser "eu mesmo"?
Fabricações de enunciações do que é ser "alguém melhor"
foi nisso que elas eles se tornaram
atormenta-me e azucrina-me constantemente a  falta de originalidade

Contentamento pelo que não vos da enrequecimento
Felicidade pelo irreal e futil
mas pioor que isso tudo junto ignorancia pelo o que é realmente importante
Quem sou eu pra vos moldar? Ninguem
Mas sou alguem pra n me deixar moldar por voces

Pela vossa visao apatica e irreal do que é ser mulher
Do que é ser mulher negra ,preta,escura,de cor?
Tantas denominaçoes para parecerem politicamente correctos so vos deixa ainda mais
incertos

A incerteza que n vem só na escolha do que seguir
mas do que vestir
comer e ate sentir
quando tudo é nada e o nada torna-se em algo inalcansável para o comovido

Deixa estar,toda a gente o faz
Nao é apenas tu
Não serei apenas eu
Mas sozinha, ou acompanhada serei mais

Acomodaçao pelo que é dado de mao beijada
Julgamento de tudo o que é diferente
tudo o que sai do prisma de ordem

o teu computador mental recebe apenas noticias e informaçoes de como ser ainda mais banal
do que carnal
de como ser mais racial mas moldando a razao

Confuso? Nao se fores suficientemente esperto
Suficientemente directo
Se te tornares em um ser independente e pensador deixa de o ser
Confuso

Mas o que mais me doí, e me deixa triste(e olha que poucas sao as coisas)
é saber que não vais mudar
Não vais te reafirmar e muito menos defender o privilegio que tens de ser
chamado HUMANO

terça-feira, 2 de março de 2010

Dois dias...duas percepções...

Sobre aquele rio...

Cada vez que olho pela minha janela a fora tenho a vista pra um rio que um dia já teve um destino e hoje em dia serve apenas para o mais preguiçoso dos peregrinos. 

Tenho a percepção afectada por uma paralisia critica de que desconheço a origem. Nem sei como me afectou e muito menos quando, caso que me preocupa. E enquanto olho e analiso o meu caso certas características do meu carácter se vão salientando, certos comportamentos face ao outro tornam-se num padrão ao qual não tenho como fugir.
Será que não me dou o suficiente? Ou quando me dou é de mais? Num mundo em que nos ensinam que devemos ser boas meninas e comportarmo-nos de uma certa maneira para ser respeitada, terei pisado o risco demasiadas vezes? De tal forma que agora não tenho retorno? E procuro no passado as respostas ao que se passa no presente, de forma a mudar o futuro.
Mas há certas perguntas que pura e simplesmente não deveriam ser feitas, a não ser que, estejamos completamente preparados a ouvir a resposta para as mesmas. 

É uma sensação de busca constante do sentimento de excitação, do proibido, nocivo e até corrosivas tudo más coisas que têm vindo a agradar-me mais do que nunca.
Já nem sei se faço o que faço por querer, ou por ter-me colocado numa situação robótica em que todas as minhas acções se encontram programadas. É esta estúpida mania que tenho de não contrariar, de tentar sempre agradar que acaba por me estragar….