Cada vez que olho pela minha janela a fora tenho a vista pra um rio que um dia já teve um destino e hoje em dia serve apenas para o mais preguiçoso dos peregrinos.
Tenho a percepção afectada por uma paralisia critica de que desconheço a origem. Nem sei como me afectou e muito menos quando, caso que me preocupa. E enquanto olho e analiso o meu caso certas características do meu carácter se vão salientando, certos comportamentos face ao outro tornam-se num padrão ao qual não tenho como fugir.
Será que não me dou o suficiente? Ou quando me dou é de mais? Num mundo em que nos ensinam que devemos ser boas meninas e comportarmo-nos de uma certa maneira para ser respeitada, terei pisado o risco demasiadas vezes? De tal forma que agora não tenho retorno? E procuro no passado as respostas ao que se passa no presente, de forma a mudar o futuro.
Mas há certas perguntas que pura e simplesmente não deveriam ser feitas, a não ser que, estejamos completamente preparados a ouvir a resposta para as mesmas. É uma sensação de busca constante do sentimento de excitação, do proibido, nocivo e até corrosivas tudo más coisas que têm vindo a agradar-me mais do que nunca.
Já nem sei se faço o que faço por querer, ou por ter-me colocado numa situação robótica em que todas as minhas acções se encontram programadas. É esta estúpida mania que tenho de não contrariar, de tentar sempre agradar que acaba por me estragar….
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