É fácil quando nos encontramos sobre qualquer tipo de sofrimento cairmos no erro de olhar para tudo á nossa volta com desdém, insegurança ou mesmo sem qualquer tipo de esperança. Sentir que o que nos condiciona é maior do que o que outrora nos emocionara e incentivara a ser mais … mais do que todos os “não vais conseguir”, “não é possível”, “não é para ti” mais.
Chorar é bom ajuda-nos a limpar e curar por dentro, mas mergulhar no choro ajuda-nos a esquecer do quão bom somos… Tenta da próxima vez que caíres em desgosto, em sofrimento, em perda de algo ou alguém canalizar a rebeldia, filtrar a emoção e direcciona-la para algo maior e ainda melhor, Tu.
Porque ser feliz não é um estado permanente é uma procura incessante.
Nós, as pessoas que guardam tudo cá dentro somos consideradas frias e às vezes insensíveis, mas nem sempre o sofrimento deve ser encarado como algo mau, trágico e principalmente público. Podes sofrer mas não significa que todo o mundo tenha que sofrer contigo. Privacidade e espaço nunca fará mal a ninguém.
Havia um desenho animado japonês de lutadores ninja que outrora passava na televisão, uma das personagens sorria sempre. Sobre chuva, trovoada, o que viesse sorria sempre. Um dia após um combate que esta havia perdido ensanguentada, fraca basicamente ás portas da morte no chão continuava a sorrir. E o seu parceiro chorando perguntou-lhe porque ria? Se estava em agonia e prestes a morrer porque sorria? E ele respondeu: “as circunstâncias que chegam na minha vida eu não posso travar, prever ou mudar. O sofrimento que os outros decidirem inferir sobre mi raramente posso impedir. Mas há algo que ainda posso controlar, é dar a permissão.” E o parceiro confuso não entendeu pois este tolo morria e não foi preciso dar permissão nenhuma ao seu inimigo para lhe esfaquear e morrer, mas podia ter lutado.
Tinha 10…11 anos quando assisti a este episódio e na altura também não entendi. Mas hoje penso que não podemos impedir o sofrimento de chegar á nossa vida, podemos tentar nos precaver, vivendo a vida de maneira segura sem correr qualquer tipo de riscos, mesmo assim se tiver que chegar virá. Porém podemos sim negar aos outros a permissão de além de nos fazerem sofrer, terem o gosto de nos verem sofrer…
Xoxo Nicole

Sabes eu partilho da opinião do outro moço daquela série que tanto gostamos, nós não encontramos, ou achamos que não encontramos a felicidade, porque temos expectativas demasiado altas e nem sempre sabemos ver e aproveitar aquilo que temos de bom estamos constantemente á procura de mais e acabamos por negligenciar o que as vezes já e tão especial... wel não me entendas mal lá porque concorde não significa que pratique... mas achei que ias gostar de saber;)
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