domingo, 18 de abril de 2010

Grande...Pequeno


O ser humano é por quase norma um elemento mediano que vai construindo o seu caminho através de escolhas.  
Estas escolhas começam desde tenra idade e com o passar do tempo tornam-se mais complexas envolvendo não só outras pessoas, como ideais que com o passar do tempo fomos desenvolvendo. Ideais, moral ou qualquer guia intelectual ou espiritual.
O que te torna grande? O que tornará o teu ser tão excepcional, fora do comum? O que tens que se te for tirado ninguém conseguirá igualar ou sequer competir?
Passamos os nossos dias a diminuirmos, seja quando baixamos a cabeça no trabalho, a uma situação que não consideramos completamente justa, pois eventualmente poderá nos causar graves problemas. Quando nos entregamos por algo abaixo do nosso valor, quando deixamos de amar por pura comodidade ou medo de voltar a ser maguados.
No final, no meio, ou mesmo no princípio disto tudo o que tornará uma pessoa invulgar? O que faz o coração bater mais rápido e esquecer tudo á volta sem precisar de ajuda de outros ou qualquer tipo de parceria, o que nos incentiva desafia e determina?
Ser grande é ter uma paixão uma vocação. Sei que agora podem parecer apenas palavras bonitas, que com a dureza da vida, a brutalidade dos acontecimentos e a falta de oportunidades pareceram quimeras…
Mas ainda haveram aqueles que continuam a tentar apesar de todas as atrocidades serem grandes. E surpreenderem não só pela embalagem que os embala mas pelo conteúdo inesperado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Happy?





É fácil quando nos encontramos sobre qualquer tipo de sofrimento cairmos no erro de olhar para tudo á nossa volta com desdém, insegurança ou mesmo sem qualquer tipo de esperança. Sentir que o que nos condiciona é maior do que o que outrora nos emocionara e incentivara a ser mais … mais do que todos os “não vais conseguir”, “não é possível”, “não é para ti” mais.
Chorar é bom ajuda-nos a limpar e curar por dentro, mas mergulhar no choro ajuda-nos a esquecer do quão bom somos… Tenta da próxima vez que caíres em desgosto, em sofrimento, em perda de algo ou alguém canalizar a rebeldia, filtrar a emoção e direcciona-la para algo maior e ainda melhor, Tu.
Porque ser feliz não é um estado permanente é uma procura incessante.
Nós, as pessoas que guardam tudo cá dentro somos consideradas frias e às vezes insensíveis, mas nem sempre o sofrimento deve ser encarado como algo mau, trágico e principalmente público. Podes sofrer mas não significa que todo o mundo tenha que sofrer contigo. Privacidade e espaço nunca fará mal a ninguém.
Havia um desenho animado japonês de lutadores ninja que outrora passava na televisão, uma das personagens sorria sempre. Sobre chuva, trovoada, o que viesse sorria sempre. Um dia após um combate que esta havia perdido ensanguentada, fraca basicamente ás portas da morte no chão continuava a sorrir. E o seu parceiro chorando perguntou-lhe porque ria? Se estava em agonia e prestes a morrer porque sorria? E ele respondeu: “as circunstâncias que chegam na minha vida eu não posso travar, prever ou mudar. O sofrimento que os outros decidirem inferir sobre mi raramente posso impedir. Mas há algo que ainda posso controlar, é dar a permissão.” E o parceiro confuso não entendeu pois este tolo morria e não foi preciso dar permissão nenhuma ao seu inimigo para lhe esfaquear e morrer, mas podia ter lutado.
Tinha 10…11 anos quando assisti a este episódio e na altura também não entendi. Mas hoje penso que não podemos impedir o sofrimento de chegar á nossa vida, podemos tentar nos precaver, vivendo a vida de maneira segura sem correr qualquer tipo de riscos, mesmo assim se tiver que chegar virá. Porém podemos sim negar aos outros a permissão de além de nos fazerem sofrer, terem o gosto de nos verem sofrer…
Xoxo Nicole

quarta-feira, 31 de março de 2010

Good girls go 2 Heaven Bad girls Go anywhere!


O último texto vem no segmento do "põem-te no meu lugar", fala sobre Bad Girls, acho frustrante o facto de hoje em dia sem querer querendo incentivarmos as mulheres, as raparigas e até as meninas ainda crianças a ter um certo tipo de comportamentos e acções que em última instancia acabarão não só por prejudicar as mesmas; mas por diminui-las como indivíduos. 

 


Escrevo uma carta no silêncio da melancolia e invadida pela teimosia. Não instruída pelo orgulho mas mergulhada num pesar profundo. As tuas acções pesam-me mais do que qualquer penitência enviada por actos realizados por mim mesma.
Insisto em querer resgatar-te do buraco que escolhes cair e usufruir. Não te dás contas que sozinha consegues representar uma espécie inteira e borras a nossa imagem com as tuas escolhas.
És uma lutadora sem causa, talvez por procura de atenção, talvez por falta de alguém que realmente te dê a mão. E diminuíste como mulher não só nos olhos dos outros que nem chegas a conhecer mas naqueles que mais gostam de ti.
Porque bebes insensatamente? Fumas derradeiramente e dormes com este e o outro? O que se passou? Porque se passou? Mas a culpa não é só tua, e nesta bola de neve que criaste nós, a sociedade ajudamos-te a manda-la pela montanha a baixo. E no final de tudo ainda sobras tu, debaixo de toda a maquilhagem, de toda a artilhagem, dos sentimentos corrompidos ainda sobras tu. Aquela que outrora era a minha inspiração.  
E nós os telespectadores da tua desgraça limitamo-nos a comprar mais lugares e pipocas e assistir o espectáculo e criticar-te. Nós os incentivadores do teu comportamento alimentamos a tua mente com imagens do que deves ou não fazer, com musicas para iludir o teu espírito lutador, que luta não só por ser assim que nasceu ,mas apenas porque perdeu o caminho do seu verdadeiro apogeu.
Dissemos-te que não deixes que ninguém te desrespeite, mas não com as mãos, dissemos-te que deverás ser sexy, mas não mostrando e dando o teu corpo. E dissemos-te que deves ter objectivos, mas não são para serem assim vividos.
Ainda assim, não consigo deitar a minha cabeça na almofada e adormecer, sabendo que hoje será mais uma noite em que sairás desprotegida, e viverás a tua vida fazendo as coisas que só te deixam no final de conta ainda mais sozinha. Apanharás o barco com um salto alto, toda pimpada enfrentarás assobios, palavrões e olhares diminuidores e nem assim ganharás o euro -milhões. De dia espero ainda saber que estás bem, mas durante a noite sei que se dado facto não acontecer a culpa conseguirá recair não só sobre ti.
O que afinal correu mal? Será fatal, teremos nós engrenado num caminho sem volta? Menina moça que tinha tantos sonhos, e tantos objectivos, o que correu mal?

 E sei que por alguns instantes, todas nós já tivemos um pedaço de ti cá dentro. Daí não valer apontar e recriminar, mas apenas tentar te ajudar. Será que o politicamente correcto e o aceitavel hoje em dia corresponde aos valores outrora ensinados? Outrora incentivados?
Isto é mesmo uma melhoria da emancipação ou não passa duma grande e tremenda desilusão?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poem-te no meu lugar: Homem

Os próximos dois posts entraram no tema pedido por alguns leitores anónimos do blog que n comentam! lool A ideia é "poem-te no meu lugar" e começará com Homem...uma tentativa de escrever sobre outro ponto de vista.

"Sem título"

Conversa de café com dor no pé
Chego sorrateiramente pois o meu calçado é práctico. O que me permite um avanço na velocidade e na acessibilidade. Sou desconfiado e o meu olhar enquanto me encontro sozinho parece sempre analisar o que está á minha volta, como um lince verificando o perímetro que me cerca.

Não tenho uma expressão afável, e muito menos concorro ao concurso de Mr. simpatia. Desconfio principalmente deles dos da minha espécie. Não sei de onde saem nem o que querem; e o meu pai sempre me avisou para vigiar as minhas costas, manter a minha guarda levantada.

Tenho uma busca corrente, inerente. Enquanto não defenir quem sou, o que faço e o quanto vou ganhar por isso. O meu sujeito será sempre uma veleidade do que aspiro ainda vir a ser.

Venho em todos os formatos, tamanhos e formas, mas mesmo assim não consigo controlar o órgão do meu corpo que mais me arranja confusão. Não por ele ser como um leão indomável mas porque tem autonomia própria.

Elas...prefiro me focar nelas. Sou calado e graduado na arte da observação. Exitem tantos detalhes nelas que nem mesmo elas se apercebem; como a maneira que perdem a direcção quando confrontadas com o meu olhar. A forma como as suas pernas gingam em cima do salto e o porque de eu não consigo etender as mudanças no seu cabelo. Deve ser mais um daqueles factores complexos e esquesitos.
As coisas mínimas que nem elas se apercebem que fazem. Mas elas dão trabalho: são incostantes, reclamam toda a hora, mudam de desejo toda a hora e teimam em demonstrar as suas emoções. Mesmo quando eu não lhes peço.

Mas isto não é sobre elas, é sobre mi. Continuo a andar no encalce de algo. Tenho ombros largos e o peito estufado talvez me dára um ar mais forte. Forte, isso forte! Desde criança que me ensinaram a não chorar quando maguado e ser forte! Não só por mi mas pelas pessoas que me rodeiam.

Espera, mudança de planos lá vamos nós outra vez. Esta quer com mais força, outras delicadeza. Chatas! Está escuro aqui e mais uma vez tenho que dominar e felizmente já não existem roupas.
Mistura de sensações: começa... 
O antes: exitação total,clima,angustia,ansiedade,preliminares,ansiedade,nervos,adrennalina, desejo, bem vamos para a cama?
Durante: "um gajo fica longe com a cabeça noutro sítio", prazer, quero que corra tudo bem, há coisas fantásticas, que tesão, intensidade, possuído estou completamente possuído, é come-la de todas as maneiras, euforia, energia, prazer, espera tens preservativos?
O depois: despaxo muito rápido,alívio, prazer, satisfação, que pena, cansaço,ufa, não me vem nada á cabeça, relaxamento, satisfação, contentamento, quero mais, tens um corpo escultural?

Agradecimentos aos homens interrogados para a parte final do texto ;) que continuem a ter viagens interessantes. xoxo luv ya

terça-feira, 23 de março de 2010

Quero...ai eu quero =)


Quero

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando
com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento,
 fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não
 for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem
ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza
de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou
por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais
dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesma.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir
dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe
minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO
 que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe,
 que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o
melhor de mim... e que valeu a pena.
Será que vai ser possivel? Ou acabarei por descobrir que não passa tudo de uma ilusão?
Acabando por deixar um sabor agridoce...

sábado, 20 de março de 2010

Gerador...


Precisas de construir o teu próprio gerador, de modo a que quando as luzes se forem a baixo ainda tenhas energia…

Os seres humanos são como ímanes estão sempre á procura do ponto de atracção, assim que o encontram teimam em não o largar
E mesmo quando não o encontram criam uma
Ora se em vez de nos tentarmos alimentar das energias não só de tudo o que existe á nossa volta e das pessoas que nos são mais proximas...
Ora se em vez de sugarmos e depois desesperarmos por a fonte hoje ter secado
Não criarmos a nossa própria energia?

Nasci num pais, onde a luz, é vista como um "bem precioso", que nem toda a gente tem o prazer de desfrutar desse mesmo bem durante 24h diárias seguidas, porque, está sempre a faltar, devido a pouca dinamização dos sistemas infra-estruturais do pais! Poucos são aqueles que têm um "gerador de luz" em casa, esses, ainda conseguem dar a volta a triste situação, que para muitos torna-se uma grande frustração ao ponto de leva-los a loucura de cometer actos criminosos para tentar dar a volta a mesma situação, sabotando, roubando entre outras situações tristes!

Este exemplo puro claro e nítido adequa-se perfeitamente á vida das pessoas e quando essa luz falta? Será que temos meios suficientes mentais e psicológicos para aguentar a ruptura?
Claro que não estou a falar da luz bem material a que ligamos todos os nossos electrodomésticos. Voilá uma metáfora!

Falo da luz que cada um de nós carrega individualmente que nos torna de certa forma em quem nós somos, a nossa razão de viver, o nosso brilho...
Volto então a fazer a pergunta e quando a nossa luz interior falha? Será que temos meios suficientes sejam eles mentais, psicologicos, materiais para aguentar essa ruptura?

Ou será que ficaremos aprisionados em algum canto da casa porque nem velas havíamos comprado, visto não contar com tal situação?
Pois há duas hipóteses: agora para aqueles que ainda têm luz começar a pensar num plano de recurso, não porque tenhas dúvidas sobre o futuro mas porque nada nos é garantido mesmo quando tudo nos é permitido.


E para aquela pessoa que já se encontra no escuro, deverá levantar e procurar a tal vela porque construir um gerador nesta fase é algo que requer de tempo, dedicação e principalmente determinação. Primeiro passo pegar arranjar desencantar alguma forma de maquinar algo que nos consiga guiar, pode ser uma vela, a luz do telemóvel, sei lá e só quando saíres da escuridão conseguirás ver que de dia brilha a luz natural.
Aproveita-a para poder prepara-te para a tua escuridão que só poderá ser afastada pela luz artificial.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Priimaveraaaaa quem me dera...=)




Há algo que me persegue desde que saí de casa
Vem toca-me de mansinho primeiro pelo braço e depois tenta dominar todo o meu corpo
Tento me esconder debaixo de um prédio mas ele consegue trespassar por todos os objectos
E insiste em não me largar…E a maneira como me toca provoca calor, tanto calor que chega a causar um certo ardor...
E as peças do meu vestuario vão caindo...
Gosto da sua companhia não posso negar
Ele consegue transformar o meu humor e até a minha forma de andar, de vestir e quiçá de pensar.
Há tantos que te esperam e desesperam já suportaram tudo vento, chuva, trovoada e o frio mais gelado e mesmo assim te esperam com a pura certeza dos mais fieis que chegarás... SOL
Sim o sol e seja bem vindo todos os dias a todas as horas, depois da chuva vem sempre o sol e que bom é conseguir o sentir desfrutar e gozar da sua companhia da próxima vez que chegar mesmo que estejas sozinho(a) sorri…pois amanha pode não estar mais aqui(como enfim tudo nesta nossa vida)
Perfeição...

Quem sou eu
Eu sou quem sou,
sou como sou
sou um ser humano
como muitos são
com uma personalidade diferente e quase sempre
com razão.
Percorro caminhos longinquos
aqueles que o destino
me reserva, adorava que
fosse tudo mais fácil para
não ter grande perda.
Confesso-me também
forte por fora na minha
aparência, fraca por dentro,
mas com pacência.
Adorava poder escolher
os caminhos por onde ir,
a vida que poderei levar certa,
perfeita e sem razões para me matar.
porém sei que se fosse assim acabaria por me gastar
eu não ia gostar e de nada serviria continuar...

Uma teimosia imensa me define e cada vez mais a ousadia é quem decide
aos poucos desço do salto e começo a tocar a terra com os meus próprios pés
descobrindo novas sensações, novas emoções e perspectivas...
Eu sou quem sou
Sou como sou um ser humano
Como muitos são
;)